O que são Negócios de Impacto e porque precisamos deles


Nos últimos anos, vimos um boom de empreendedorismo no Brasil - só em 2017, segundo a Pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), já haviam mais de 49,3 milhões de empreendedores no país. Em apenas dez anos, o número de pessoas que exerciam alguma atividade empreendedora mais que triplicou por aqui.


Aparentemente, os dados podem até apontar um cenário favorável para o fomento da economia do país. Mas será que cada um desses empreendimentos realmente contribui positivamente para a sociedade, levando em consideração as esferas ambientais, sociais e econômicas?


Em um mundo onde visar somente o lucro parece ter se tornado regra, desenvolver modelos de negócios que se preocupem com todos os aspectos socioeconômicos pode parecer uma tarefa impossível. Mas felizmente já existem aqueles que estão trabalhando em prol de um desenvolvimento mais sustentável: são os chamados Negócios de Impacto.



Princípios norteadores de Negócios de Impacto


De acordo com a Carta de Princípios para Negócios de Impacto no Brasil (confira na íntegra aqui), Negócios de Impacto são empreendimentos que têm a missão explícita de gerar impacto socioambiental ao mesmo tempo em que produzem resultado financeiro positivo de forma sustentável. São uma forma de intervenção socioeconômica que buscam unir inovação, transformação social e desempenho financeiro.


Neste contexto, é possível dizer que quatro características diferenciam os Negócios de Impacto das ONG’s ou dos negócios tradicionais:


1 - Têm propósito de gerar impacto socioambiental positivo explícito na sua missão, formalizando em seus documentos legais e de comunicação (interna e externa) o compromisso com sua missão social e ambiental como parte de seu objetivo central;


2 - Conhecem, mensuram e avaliam o seu impacto periodicamente, deixando claras quais métricas de resultado e de impacto social e ambiental irão monitorar e reportando, de forma transparente, os resultados e os dados coletados;


3 - Têm uma lógica econômica que permite gerar receita própria, principalmente através de seus produtos e serviços, atuando com base num modelo de operação comercial voltado à sustentabilidade financeira;


4 - Possuem uma governança que leva em consideração os interesses de investidores, clientes e da comunidade, considerando os demais atores do ecossistema como parte fundamental de seu desenvolvimento.


Infográfico: características fundamentais de um Negócio de Impacto

Por que precisamos de Negócios de Impacto com urgência?


Considerando que empresas são a segunda maior forma de organização humana depois das famílias (existem cerca de 125 milhões de empresas no mundo), é inegável que as mesmas são fundamentais para o desenvolvimento econômico de nossas cidades, estados e países.


Apesar disso, os modelos de negócios tradicionais, baseados apenas no lucro a qualquer custo, têm se tornado cada vez mais insustentáveis e causado inúmeros problemas sociais e ambientais ao redor do mundo.


Um fato que exemplifica muito bem isso é o desabamento do edifício Rana Plaza em 2013, na cidade de Bangladesh, que provocou a morte de 1.134 trabalhadores da indústria têxtil e deixou mais de 2.500 feridos. No local eram confeccionadas roupas para grandes marcas de moda internacionais, em condições de trabalho precárias e análogas à escravidão.


Contamos mais sobre o episódio e sobre o movimento Fashion Revolution, criado para evitar mais tragédias como essa, neste post.


Conscientes disso, fica nítida a necessidade de termos empreendimentos socialmente e ambientalmente responsáveis, que prezem pela sustentabilidade e busquem novas formas de comercializar seus produtos e serviços, ajudando a resolver grandes problemas da sociedade com mais ética, transparência e inclusão.



Certificações e metodologias para Negócios de Impacto


Algumas certificações podem auxiliar na organização, monitoramento e apoio de negócios que gerem impactos positivos. Entre elas está o Sistema B, que tem por objetivo “construir um ecossistema favorável para fortalecer empresas que usam a força do mercado para solucionar problemas sociais e ambientais” (Fonte: Sistema B).

Conheça mais sobre o Sistema B aqui.

Outro sistema voltado à inovação e sustentabilidade é o Capitalismo Consciente: uma prática de condução de negócios que cria diferentes valores para todas as partes interessadas, como financeiro, intelectual, físico, ecológico, social, cultural, emocional, ético e até mesmo espiritual.


Seu objetivo é reunir empresas mais conscientes, movidas por propósitos e guiadas por valores que promovem e interligam toda a cadeia envolvida no negócio, em que o lucro não é a única ou principal razão do modelo de gestão.


Na prática, o Capitalismo Consciente baseia-se em quatro pilares: Propósito Maior, Cultura Consciente, Liderança Consciente e Orientação para Stakeholders.


Fonte: Capitalismo Consciente Brasil

Case Mudha: como empreendemos com impacto socioambiental?

A Mudha existe para quebrar o estigma que existe acerca da moda consciente. Aplicando 6 pilares norteadores de conduta em todos as etapas de produção das peças e em todos os pontos de contato com o cliente, não deixamos de lado o que realmente move a indústria da moda: o design.



Através do nosso trabalho, provamos que bom gosto, responsabilidade social, ambiental e consumo consciente podem andar juntos, e, mais do que isso, que essa combinação é o único futuro viável para a Indústria da moda.


Quer saber mais sobre a Mudha e acompanhar nosso dia a dia de pertinho? Então nos siga nas redes sociais e vem gerar transformação com a gente!



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REFERÊNCIAS:

http://ice.org.br/wp-content/uploads/pdfs/Carta_Principios.pdf

https://www.ccbrasil.cc/sobre

https://sistemab.org/br/brasil/

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