Mudha Indica: Menos é mais

“Você já olhou para a sua casa, para todas as coisas que comprou, herdou e ganhou, e se sentiu tomado de estresse em vez de alegria? Você sofre com a conta do cartão de crédito e mal se lembra das compras que está pagando? Alimenta um desejo secreto de que um vendaval expulse a bagunça de sua casa, tendo assim a oportunidade de começar do zero? Se respondeu sim a essas perguntas, um estilo de vida minimalista pode ser a sua salvação”

- Francine Jay


Se identificou com o texto acima? Então a dica de hoje é para você. Menos é Mais – Um guia minimalista para organizar e simplificar sua vida, publicado em 2016 pela autora Francine Jay apresenta os benefícios de viver com menos e dizer não ao consumismo. Escrito de uma forma leve e divertida, o livro é recheado de dicas para quem quer dar um basta na bagunça e começar o desentralhe (seja na casa ou na vida).


Na primeira parte do livro, a autora discute o conceito de minimalismo e as vantagens de aplicá-lo em nosso dia a dia. Segundo Jay, manter a casa organizada e viver de maneira mais ordenada apenas com o suficiente não é tão difícil quanto parece. Entretanto, não se engane: a proposta aqui nem de longe é adquirir novas caixas organizadoras ou arranjar um espaço para guardar todas as suas coisas. Pelo contrário, o objetivo é reduzir a quantidade de coisas à sua volta, de maneira que reste apenas o necessário. Na parte seguinte, são apresentados dez passos que, de acordo com a autora, irão ajudar a “livrar nossas casas da bagunça e mantê-las assim”.


O mais bacana é que, além de falar sobre as técnicas, na terceira parte Jay ensina como aplicá-las de maneira prática em cada cômodo do lar, começando pela sala de estar, passando pelo quarto, closet, escritório e sala de jantar até chegar ao banheiro. Dicas para lidar com descarte de presentes, heranças e objetos de valor sentimental também estão incluídas (o que cá entre nós é ótimo, já que são áreas que geralmente não conseguimos desapegar). Por fim, a autora ensina para incentivar toda a família a se envolver no estilo de vida minimalista, e ainda dá dicas de como se comportar quando as pessoas ao nosso redor não entendem nossa decisão de viver com menos.


Ao fim da leitura temos certeza que você vai querer colocar em prática tudo o que aprendeu o mais rápido possível. Claro que o conceito de “necessário” pode variar de pessoa para pessoa (e isso daria assunto para um post inteirinho), mas a verdade é que todos nós convivemos com coisas que não precisamos, que nos atrapalham e muitas vezes nos impedem de curtir o melhor da vida. Por isso que Menos é Mais é um guia imprescindível para quem quer levar uma vida mais leve e cheia de propósito.


E para provar o quanto o livro é bacana, separamos alguns trechinhos que amamos para te incentivar ainda mais à leitura. Olha só:


“Nossas compras também afetam outras pessoas. É triste, mas a terceirização em escala global transferiu a produção para locais em que a mão de obra é barata e as regulamentações, escassas. Sempre que compramos algo, precisamos considerar onde e por quem ele foi fabricado. Pessoas do outro lado do mundo não deveriam sofrer sob condições de trabalho injustas, perigosas ou desumanas para que possamos comprar mais uma calça jeans — tampouco o ar ou os rios delas deveriam ser poluídos para que possamos ter um sofá novo. Precisamos procurar objetos cuja produção enriqueça as vidas e as comunidades das pessoas que os fabricaram”. (p. 39)


“Quando consumimos demais, somos como elefantes correndo por uma loja de cristais: deixamos um rastro destrutivo de florestas derrubadas, águas contaminadas e aterros transbordantes atrás de nós. Na busca por mais bens e crescimento desenfreado, quebramos os frágeis ecossistemas da Terra e deixamos para as gerações futuras a tarefa de limpar a bagunça. Como pessoas menos consumistas, queremos fazer o oposto disso. Em vez de sermos como touros, nos esforçamos para sermos borboletas e viver da maneira mais leve, graciosa e bela possível. Queremos voar pela vida com pouca bagagem, sem o peso do excesso. Queremos deixar a Terra e seus recursos inteiros e intactos”. (p. 161)


“Quando viramos minimalistas, nos despimos de todo o excesso para revelar nosso verdadeiro eu. Temos tempo para contemplar quem somos, o que achamos importante e o que nos faz realmente felizes. Saímos do casulo e abrimos as asas como poetas, filósofos, artistas, ativistas, mães, pais, companheiros, amigos. O mais importante é que nos redefinimos pelo que fazemos, pelo modo como pensamos e por quem amamos, e não pelo que compramos”. (p. 164)


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