Produção

Nossos tecidos são nossa essência, e são escolhidos cuidadosamente para criar peças confortáveis, duráveis e do bem. Respeitamos a disponibilidade das fibras naturais de acordo com a época do ano. São preferencialmente nacionais, de origem natural ou orgânica, podendo eventualmente optarmos por poliéster reciclado de garrafa pet. Além disso, priorizamos fornecedores com processos sustentáveis e de baixo impacto ambiental, desde a redução de água na produção até, em alguns casos, o tingimento natural, dispensando o uso de produtos químicos. Alguns dos fornecedores são certificados pelos selos BCI (Better Cotton Institute) e pelo ISO 14001.

Nosso carro chefe é o linho, com o qual produzimos nossas peças de alfaiataria. O linho é naturalmente um dos tecidos mais sustentáveis que existe. Desde o seu plantio, passando pela preparação da fibra e o acabamento final do tecido, os impactos para o meio ambiente são mínimos: o cultivo requer pouca água e quantidades mínimas de fertilizantes, não prejudica o solo e é facilmente incorporado ao ciclo de rotação de outras culturas.

Para peças mais “básicas”, fazemos o uso do algodão, que é uma das fibras naturais mais usadas do mundo e um dos materiais mais usados pela indústria têxtil, tanto em forma de fio compacto quanto em forma de tecido. Ele possui vantagens em comparação a fibras sintéticas, como o toque suave e confortável, alta capacidade de absorção e baixa tendência de provocar reações alérgicas. Grande parte do algodão que utilizamos pertence à linha “Pura”, criada para valorizar o estado bruto da matéria prima, usando cores naturais e mantendo eventuais imperfeições e rusticidade do fio, evitando o desperdício de energia. O tingimento é ecológico e em conformidade com a OEKO – TEX ®, que garante a não exposição a substâncias cancerígenas e alergênicas, e utiliza 100% de madeiras de reflorestamento. A água utilizada passa por um processo de tratamento biológico para eliminar qualquer tipo de impureza, e é devolvida ao meio ambiente mais limpa do que quando foi captada. Há também o algodão ABR, certificado pela ABRAPA (Associação Brasileira de Produtores de Algodão), com reconhecimento internacional de certificação BCI (Better Cotton Institute), desenvolvido criteriosamente da semente à fiação, seguindo práticas socioambientais e econômicas especiais. Esse tecido mescla fibras naturais, e sua preparação é feita com detergente proveniente do óleo da casca de laranja. Já seu tingimento é feito com corantes naturais, extraídos de matérias primas como frutas ou vegetais. O processo de fabricação consome 50% menos energia do que o tradicional.

Temos uma demanda grande também por peças de viscose. Talvez pela praticidade, talvez pelo caimento e leveza que ela proporciona. Fato é que ela é produzida a partir de um elemento natural, o linter de algodão. Parte da viscose utilizada pela Mudha pertence à linha “Pura”, a qual já explicamos o processo quando falamos do algodão. Também utilizamos a viscose derivada de madeira e polpa sustentável, provenientes de fontes certificadas e controladas da empresa austríaca Lenzing. Atende aos padrões ambientais em todo seu ciclo, da extração à produção, distribuição e descarte, além de reduzir em 50% o consumo de água em comparação com outras viscoses. Combinada com a fibra da casca de banana, proveniente de resíduos agrícolas, minimiza o desperdício e transforma-se em artigos têxteis, sendo naturais e biodegradáveis.

Além da viscose, trabalhamos também com o modal, que traz tanto caimento e leveza quanto. É produzido a partir da polpa de madeira e composto por fibras celulósicas que possuem selo internacional de sustentabilidade, e cumpre todos os requisitos de neutralidade de carbono. Utiliza produtos químicos que são reciclados quase que integralmente, e a madeira utilizada vem da fábrica da Lenzing, na Áustria. O restante dela não utilizado, é direcionado para centrais térmicas, gerando calor e energia para a produção.

​Eventualmente utilizamos poliéster reciclado de garrafa pet, que são misturados a resíduos de confecções que já estão coloridos. Estes são desfibrados e teados novamente, para que surja um novo tecido. Dessa forma, dispensam um novo tingimento e geram grande economia de água para cada quilo de tecido produzido, além de “tirar” a garrafa pet de um destino errado no meio ambiente. A nova fibra é resistente e durável.

Nossa produção também é nossa essência. Optamos por uma cadeia pequena, onde conseguimos acompanhar de perto quem trabalha com a gente. Pra começar, temos que falar dos pais da Vê, uma das sócias. Chamamos eles carinhosamente de “tio João” e “tia Lorena”. O tio João é aposentado, um senhor que dá um banho de disposição em muita gente por aí. Realmente ele gosta do que faz, o que aprendeu ainda jovem. O avô da Vê era alfaiate, e passou esse ensinamento pra toda família. Durante muitos anos eles tiveram uma confecção familiar em Porto Alegre, e vendiam para diversos clientes. Sabe alfaiate mesmo, daqueles de levar o tecido e montar a peça no corpo (a gente não viveu essa época)? Era assim... perfeição, né? Hoje em dia é muito difícil encontrar algo parecido. Depois de anos, cada irmão foi tomando outros rumos, mas diversos ainda hoje estão ligados à costura, seja com produção ou até mesmo com loja de aviamentos. Tio João teve uma loja de aviamentos também, além de, junto com outro irmão, uma lavanderia industrial, onde faziam tingimentos, lavagens e passadoria. Quando surgiu a ideia de criar a Mudha, tio João topou fazer as peças de alfaiataria pra gente, junto com a tia Lorena que, diga-se de passagem, é um braço direito e tanto. Ela começa todas as peças e organiza tudo pro tio João, e ele faz os acabamentos e finalização das mesmas. Hoje em dia fazem nossos linhos, mas lá no início eles foram nossa base pra, literalmente, tudo. Foram professores que nos ensinaram sobre tecidos, sobre produção e como funciona todo esse universo da moda, cheio de nomes que nunca tínhamos ouvido falar antes. Resumindo bem, essa é a história deles na Mudha.

Já para a malharia e alguns outros tecidos planos, tivemos algumas costureiras, que variaram de acordo com nossa necessidade. Já tivemos produção em Florianópolis (onde mora a Aline, outra sócia), mas hoje centralizamos aqui em Porto Alegre, onde temos nosso showroom e todo nosso estoque. Atualmente, quem trabalha conosco é a Silvia. Seu ateliê está localizado em um bairro próximo ao nosso, e temos uma troca transparente. Ela entende a marca, quem somos e no que acreditamos. Buscamos sempre atendê-la da melhor forma possível, pois acreditamos que é uma troca mútua, onde todos devem crescer e serem parceiros. Ela tem anos de experiência com costura, e faz nossas peças no seu tempo, de acordo com cada coleção.

Quem corta todas essas peças (pro tio João, tia Lorena e Silvia) é o Gilson, nosso cortador. O Gilson é muito gente boa, já quebrou muitos galhos pra gente e não tem tempo ruim com ele. Trabalha em sua casa, e é lá que recebe nossos rolos de tecido e nossos moldes para corte. Descansa o tecido, faz o enfesto e toca ficha. Além disso, é colorado fanático, louco por futebol e troca figurinhas engraçadas no whatsapp.

Pra toda essa produção existir, a Letícia, nossa modelista já há alguns anos, enlouquece um pouquinho. Ela entende as nossas referências, nos dá diversas dicas e coloca tudo no papel, transformando aquele monte de informação em molde. A partir dali, fazemos a(s) peça(s) piloto e seus devidos ajustes (às vezes são vários, viu... o processo não é tão simples), até a modelagem sair perfeita e do jeitinho que imaginamos.

Sobre a loja

Você sabia que existe uma nova maneira de consumir moda? Na Mudha fazemos peças de forma consciente, sustentável e slow. Seja parte da mudança, conheça nossa coleção.

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